Saudações cidadãos do Brasil!

Saudações, cidadãos do Brasil e a todos os falantes da Língua Portuguesa. Bem-vindos à Cultura da Convergência!

Agora vocês estão diante (muito provavelmente sentados) de uma experiência fascinante. Comecei a versão em inglês deste blog há quase quatro anos como um meio de compartilhar com o mundo algumas das minhas ideias sobre o momento de transformação pelo qual a mídia passa atualmente. Ao longo dos anos, ele apresentou meus pensamentos sobre tópicos como entretenimento transmídia, letramento para novas mídias, comunidades de fãs e cultura participativa, mídia cívica e, mais recentemente, mídia de propagação.

Durante esse tempo, o site também apresentou o trabalho de meus alunos – primeiramente do MIT e agora da USC (University of Southern California) – e apresentou entrevistas com algumas das maiores mentes do mundo no instável panorama da mídia atual. Também abriguei algumas discussões importantes entre acadêmicos, como por exemplo a longa conversa entre pesquisadores do sexo masculino e feminino sobre os gênero e estudos sobre fãs. O blog atrai uma audiência que abrange uma realidade – na verdade, várias realidades – incluindo acadêmicos, estudantes e educadores, pessoas da indústria da mídia, jornalistas, políticos, fãs e gamers. Por essa razão, nos esforçamos em empregar uma linguagem que possa ser usada pelos muitos setores que estão moldando e sofrendo o impacto das mudanças em nossas capacidades comunicativas.

Agora, pela primeira vez, este blog está sendo traduzido para uma segunda língua e não é por obra do acaso que estamos querendo deixar este blog mais acessível aos brasileiros. O Brasil é um país no ápice de enormes mudanças, capaz de exercer uma influência importantíssima na cultura global do século XXI. Fiz minha primeira visita ao seu país há dois anos, para lançar a edição em português do meu livro e fiquei extasiado com a resposta que tive ao meu modo de pensar sobre a mídia. Fui entrevistado diversas vezes pela imprensa brasileira desde então. Quase todos os dias vejo posts de blogs e comentários no Twitter, em português, reagindo ao conteúdo do livro. Estamos vendo um número cada vez maior de empresas brasileiras integrando e se interessando por nosso Consórcio da Cultura da Convergência. E estamos prestes a formar uma parceria com a Secretaria de Educação do Rio de Janeiro para que o Projeto de Letramento nas Novas Mídias possa contribuir com seus esforços na formação de professores. Por tudo isso, devo agradecimentos a Maurício Mota, meu patrono e amigo, e seu grupo, Os Alquimistas, que tornaram possível meu envolvimento nesse diálogo caloroso e hospitaleiro com as pessoas de seu país.

Com a proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Rio, o mundo voltará seus olhos para o seu país, seu povo, sua cultura e, potencialmente, para sua mídia. Outros países usaram as Olimpíadas especialmente como catalisador para transformar sua sociedade e adotar inovações em suas rotinas diárias. Por ser de Atlanta, pude observar essas transformações acontecerem em minha cidade natal durante as preparações para as Olimpíadas de 1996. Esse olhar mais próximo resulta em uma percepção diferente – observe as discussões sobre como o mundo veria Xangai durante os preparativos das Olimpíadas na China. E, por isso, pensei em usar este post introdutório para mostrar o que penso sobre o futuro da mídia no Brasil. Ao fazer isso, espero evitar parecer só mais um “Americano Chato” tentando dizer ao resto do mundo como devem agir. Pelo contrário, espero fazer algo um pouco mais humilde, sugerindo meios para que o Brasil possa aprender com os erros que foram cometidos nos Estados Unidos e outros lugares. Assim, espero chamar a atenção para algumas das forças que estão causando impacto no panorama da mídia no momento:

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Há um ano atrás…

O livro Cultura da Convergência chegava no Brasil em português. Lançado no MaxiMidia 2008 (evento de renome do Grupo Meio & Mensagem), ele foi distribuído no dia em que seu autor, Henry Jenkins, deu uma palestra para a nata do mercado de mídia e comunicação brasileiro.

E de lá para cá muitas coisas aconteceram:

  • A Petrobras e o IG entraram como primeiras empresas fora dos EUA a participar do Convergence Culture Consortium (C3, divisão do MIT nascida do livro);
  • A disciplina Transmedia Storytelling (também nascida do livro) começou a ganhar corpo e ser discutida e praticada nas principais indústrias de entretenimento do mundo.
  • O livro começou a se tornar uma espécie de bússola para empresas e outros tipos de organizações no país. Um novo vocabulário começava a nascer.

Esse blog terá o objetivo de difundir mais e mais a Cultura da Convergência e cruzar seus conceitos com as mais diversas áreas: entretenimento, educação, mídia, responsabilidade social e política.

Aqui também estará brevemente hospedado o blog “Youtube e a revolução digital” sobre o livro do mesmo nome e que além de ter um texto de Henry Jenkins, tem entre seus autores Joshua Green - diretor de pesquisa C3. O que é coerente visto que ele é fruto de estudo do centro e muito inspirado nas frentes iniciadas por Henry.

Last but not least, o autor escreverá posts inéditos para o mercado brasileiro!! Semana que vem teremos aqui o post de estréia. Falará sobre animes japoneses e telenovela.

Tenho o prazer de dividir a curadoria do blog com Suzana Pedrinho, especialista em comunicação digital e grande estudiosa do assunto. Um privilégio dividir esse espaço com ela, e é claro, com Henry.

É isso. Começa aqui uma nova fase da Cultura da Convergência no Brasil. E objetivo desse blog é ajudar qualquer a pensar diferente e também FAZER diferente. Pois temos aí deliciosos desafios nos mercados de mídia, entretenimento e educação.

Abraço,

Maurício Mota
Chief Storytelling Officer
Co-founder
The Alchemists
Blog: www.oalquimista.com